terça-feira, 9 de julho de 2013

Fixações gerais.

Às vezes a gente passa por uns momentos em que não sabemos como se portar. Ou o que pensar pra  resolver. Não temos ideia do que há de errado, mas dá medo de tentar descobrir.
Não se sabe mais como quer que o futuro pareça.
Há um cansaço constante, aquele interno, de tanto ficar frustrado. Não dá mais pra ser dispensado.
Você duvida de si, da sua capacidade, do que as pessoas pensam sobre você.
E só dá vontade de fugir, não querer saber a resposta para aquela pergunta que foi feita.
Naquelas horas que a gente fica sozinho, se sentindo isolado, é a que a gente dá mais azar de conseguir alguém pra distrair a cabeça.
Ninguém pode sair do trabalho pra te socorrer. Seus pais não entendem porque você já não é mais uma criança e essas tristezas de agora, eles já passaram por tudo, acham bobeira comparado ao que eles passam. Não tem ninguém pra separar só um pouquinho de tempo pra ouvir o que você não consegue expressar.
Você não consegue expressar o que quer dizer.
Não dá pra dizer o que quer pensar.
No fim das contas, a garganta dói.
Só tem o totó pra te consolar. E até ele não liga, porque está dormindo do seu lado.
A escrita sempre foi a fuga final. O último suspiro, onde todos simpatizam e você morre um pouquinho por dentro.
Onde há o elogio sincero, para o outro há somente o tristeza íntima externizada e é por isso que escrever se torna algo tão difícil. Não dá pra escrever qualquer coisa, tem que ser algo que esteja a ponto de saltar pra fora.
Geralmente inacabadas as ideias.
Sempre ditas de maneiras aleatórias e a mudança de assunto constante, mas seguindo um assunto fixo.
Uma fixação com o sentimento.
Dá pra se sentir vivo, mas não alimentado. Geralmente esvaziado. Geralmente aberto ao mundo, mas sem ninguém ver. Geralmente passam direto como que passam por um mendigo implorando pelo alimento que necessita.
Geralmente esse é meu alimento, minhas fixações.